sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Uma indignação saudável
Procurando apoio para não cumprir o desiderato constitucional do direito à saúde, que é coisa dispendiosa (poderia ser muito mais barata se inclinássemos a balança da medicina curativa para a preventiva, mas isso é outro assunto!) o governo encarregou uma Comissão de Ética de analisar a hipótese de "racionar" o uso de certos medicamentos que são muito caros.
Essa comissão achou ético pôr a poupança à frente da saúde e teve o desplante de dizer que mais dois meses de vida de um doente não justificam que o Estado, que somos todos nós, gaste mais uns milhares de euros.
O bastonário da Ordem dos Médicos respondeu perguntando se o Estado pretendia pedir aos médicos que decidissem quem tinha ou não direito a mais uns meses de vida, saudavelmente indignado e com toda a razão.
É tão evidente que o Estado tem obrigação de tratar todos os cidadãos com o mesmo respeito, que nos temos que interrogar como pode ele ter chegado a tal decadência?
A resposta está nos "tempos de mudança" que vivemos e viveremos nos próximos anos. É o sistema em que vivemos e que chegou ao fim do seu tempo de vida -- durou dois séculos e meio. Nele, o lucro é o valor supremo, porque é o valor supremo da oligarquia que domina o mundo. As grandes companhias farmacêuticas gastam pouco mais de 1% dos seus lucros em investigação, investigação importante porque leva ao aparecimento de novas drogas, por vezes úteis; porém vendem-nos o conceito de que não seria feita essa investigação se perdessem o direito de vender as ditas drogas a preços livres, dezenas ou --chega a isso! -- centenas de vezes o seu preço de produção, protegidas pela sua patente, a qual impede qualquer outra companhia de as fabricar.
Os Estados grandes e auto-suficientes, como a África do Sul ou o Brasil, face ao número de doentes infectados com o vírus da imuno-deficiencia adquirida (HIV), por exemplo, decidiram fabricar as drogas eficazes, caríssimas no mercado "livre", à revelia do direito internacional.
O que se passa é que o direito internacional é produzido pelas grandes companhias, pelo grande capital, que controla os deputados que "nos representam". O assunto do nosso tempo é a criação da democracia real. Essas companhias poderão continuar a ter fabulosos lucros, mas as novas leis devem impedi-las de ter lucros obscenos.
O objectivo das leis nas sociedades democráticas é o bem estar de todos os cidadãos. Nas oligarquias o objectivo é o lucro e o poder de uns poucos, coisas diferentes! Chegou o tempo em que 99% dos cidadãos despertam para a consciência de que vivem numa oligarquia, o sistema monetário e financeiro internacional; e que as leis foram e continuam a ser escritas por ela.
Leis justas só poderão ser criadas pelos cidadãos, em democracia directa. Os deputados e os membros do governo são parte interessada (convencidos por lobbys ou mesmo comprados) e não as saberiam fazer. Sabem economia, sabem "racionar" os medicamentos, sabem ser "racionais" ao serviço do lucro da oligarquia, portanto -- sejamos, também nós, racionais! -- não estão ao serviço da democracia!
Essa comissão achou ético pôr a poupança à frente da saúde e teve o desplante de dizer que mais dois meses de vida de um doente não justificam que o Estado, que somos todos nós, gaste mais uns milhares de euros.
O bastonário da Ordem dos Médicos respondeu perguntando se o Estado pretendia pedir aos médicos que decidissem quem tinha ou não direito a mais uns meses de vida, saudavelmente indignado e com toda a razão.
É tão evidente que o Estado tem obrigação de tratar todos os cidadãos com o mesmo respeito, que nos temos que interrogar como pode ele ter chegado a tal decadência?
A resposta está nos "tempos de mudança" que vivemos e viveremos nos próximos anos. É o sistema em que vivemos e que chegou ao fim do seu tempo de vida -- durou dois séculos e meio. Nele, o lucro é o valor supremo, porque é o valor supremo da oligarquia que domina o mundo. As grandes companhias farmacêuticas gastam pouco mais de 1% dos seus lucros em investigação, investigação importante porque leva ao aparecimento de novas drogas, por vezes úteis; porém vendem-nos o conceito de que não seria feita essa investigação se perdessem o direito de vender as ditas drogas a preços livres, dezenas ou --chega a isso! -- centenas de vezes o seu preço de produção, protegidas pela sua patente, a qual impede qualquer outra companhia de as fabricar.
Os Estados grandes e auto-suficientes, como a África do Sul ou o Brasil, face ao número de doentes infectados com o vírus da imuno-deficiencia adquirida (HIV), por exemplo, decidiram fabricar as drogas eficazes, caríssimas no mercado "livre", à revelia do direito internacional.
O que se passa é que o direito internacional é produzido pelas grandes companhias, pelo grande capital, que controla os deputados que "nos representam". O assunto do nosso tempo é a criação da democracia real. Essas companhias poderão continuar a ter fabulosos lucros, mas as novas leis devem impedi-las de ter lucros obscenos.
O objectivo das leis nas sociedades democráticas é o bem estar de todos os cidadãos. Nas oligarquias o objectivo é o lucro e o poder de uns poucos, coisas diferentes! Chegou o tempo em que 99% dos cidadãos despertam para a consciência de que vivem numa oligarquia, o sistema monetário e financeiro internacional; e que as leis foram e continuam a ser escritas por ela.
Leis justas só poderão ser criadas pelos cidadãos, em democracia directa. Os deputados e os membros do governo são parte interessada (convencidos por lobbys ou mesmo comprados) e não as saberiam fazer. Sabem economia, sabem "racionar" os medicamentos, sabem ser "racionais" ao serviço do lucro da oligarquia, portanto -- sejamos, também nós, racionais! -- não estão ao serviço da democracia!
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| O retrato oficial do Sr. Ministro da Saúde |
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Viva o Equador!
Os Direitos Humanos são valor consagrado da nossa civilização. Civilização que está mais viva na América do Sul que na do Norte, sinal dos tempos!
O Equador concedeu asilo a Julien Assange, cidadão australiano, e, à luz dos tratados e do direito internacional, deve ser-lhe concedido um salvo conduto para que o criador de Wikileaks deixe de estar confinado à Embaixada desse país no Reino Unido; é que, saindo à rua, ele corre o risco de acabar sendo extraditado para os Estados Unidos da América, onde é visto como terrorista e inimigo do Estado; isto porque, por exemplo, mostrou quem são os prisioneiros de Guantanamo e a ilegalidade de os manter nessa situação, informações consideradas secretas nesse país.
Wikileaks enfraqueceu a oligarquia que domina o mundo. O mesmo fez o Equador ao libertar-se, com tanta inteligência e coragem, da dívida que ela lhe criara, como cria a todos os Estados.
A transformação estrutural em curso no mundo será um passo em frente para a humanidade. O grande passo de há 250 anos foi dado na América do Norte. O passo seguinte não pode ser para trás, os direitos humanos, como o direito à liberdade de expressão, são chão em que construiremos o futuro.
Em Paz.
28 de Setembro de 2012 Assange fez uma conferência na ONU que suscita dois comentários: por um lado a importância do Internet para a liberdade de expressão, pois, estando confinado à Embaixada do Equador em Londres, ele pode fazer uma video-conferência, em tempo real, e dizer os seus argumentos; por outro a possibilidade que temos de saber que os Estados Unidos estão a impedir a liberdade de expressão, no caso Wikileaks (ele corre o risco de ser morto, se apanhado pelos serviços secretos dos E.U) e porquê: é que fica visível para os cidadãos do mundo todo que o motivo das guerras é financeiro. E que o motivo de nos tentarem esconder as informações também. Assim como fica visível que a oligarquia financeira domina o governo dos Estados Unidos, ao ponto de pôr em causa um dos seus fundamentos constitucionais, a liberdade de expressão.
O Equador concedeu asilo a Julien Assange, cidadão australiano, e, à luz dos tratados e do direito internacional, deve ser-lhe concedido um salvo conduto para que o criador de Wikileaks deixe de estar confinado à Embaixada desse país no Reino Unido; é que, saindo à rua, ele corre o risco de acabar sendo extraditado para os Estados Unidos da América, onde é visto como terrorista e inimigo do Estado; isto porque, por exemplo, mostrou quem são os prisioneiros de Guantanamo e a ilegalidade de os manter nessa situação, informações consideradas secretas nesse país.
Wikileaks enfraqueceu a oligarquia que domina o mundo. O mesmo fez o Equador ao libertar-se, com tanta inteligência e coragem, da dívida que ela lhe criara, como cria a todos os Estados.
A transformação estrutural em curso no mundo será um passo em frente para a humanidade. O grande passo de há 250 anos foi dado na América do Norte. O passo seguinte não pode ser para trás, os direitos humanos, como o direito à liberdade de expressão, são chão em que construiremos o futuro.
Em Paz.
28 de Setembro de 2012 Assange fez uma conferência na ONU que suscita dois comentários: por um lado a importância do Internet para a liberdade de expressão, pois, estando confinado à Embaixada do Equador em Londres, ele pode fazer uma video-conferência, em tempo real, e dizer os seus argumentos; por outro a possibilidade que temos de saber que os Estados Unidos estão a impedir a liberdade de expressão, no caso Wikileaks (ele corre o risco de ser morto, se apanhado pelos serviços secretos dos E.U) e porquê: é que fica visível para os cidadãos do mundo todo que o motivo das guerras é financeiro. E que o motivo de nos tentarem esconder as informações também. Assim como fica visível que a oligarquia financeira domina o governo dos Estados Unidos, ao ponto de pôr em causa um dos seus fundamentos constitucionais, a liberdade de expressão.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Compensar a floresta maltratada
Florestar Portugal 2012 from AMO Portugal on Vimeo.
Nos últimos anos, além das destruições de floresta autóctone para fazer estradas e casas a mais, quase só se têm plantado eucaliptos!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Um vírus benfazejo
Étienne Chouard : le problème du vol monétaire... por cinequaprod
Note-se como a entrevista começa com o jornalista a fazer uma pergunta com a conhecida frase de Nathan Rothschild (que também citei no post "A um jovem na casa dos 20"); a forma como nos fala do cuidado a ter com as fontes, o ter procurado quem citou Rothschild pela primeira vez e como se questiona, como nos lembra que aparece no Internet muita mentira -- embora achando a citação plausível -- já nos diz muito sobre a credibilidade científica do entrevistado.
Este homem não tem, ao contrário dos profissionais da política, interesses por detrás do que propõe. Fala a sua verdade e está aberto a argumentos válidos que lha rebatam -- ainda não aconteceram.
A Verdade existe. Esta é a verdade possível, neste momento da História, sobre a Democracia. Não se trata de seguir um "guru" ou coisa que o valha; trata-se de, ao ver a verdade, não desviar o rosto, encará-la. Discuti-la. Tomá-la nas mãos, apropriar-se dela.
Trata-se de alguém que estudou o assunto da democracia e, prova de que o estudou bem, consegue expo-lo com clareza suficiente.
Como o francês deixou de ser língua falada entre nós, tentarei ir escrevendo, aqui em baixo, as descobertas dele, aquilo que, uma vez visto, nos obriga a mostrar aos outros, aos que querem ser livres, aos milhares que saíram à rua no sábado, para começar!
Os nossos representantes eleitos não podem configurar uma democracia. Na prática configuram uma oligarquia. Não por serem desonestos mas por não lhes ser mesmo possível. Assim como se devem recusar os jurados que são familiares da vitima ou do agressor, assim os políticos profissionais devem ser afastados da feitura das leis.
O entrevistador começa por perguntar a E. C. como poderá o Estado recuperar a criação de moeda, e cita Nathan Rothschild, que se terá gabado de controlar o Império Britânico pois controlava o Banco de Inglaterra.
E. C. lembra que é preciso verificar se ele disse realmente isso, consultar as fontes, lembra que quem o citou em primeiro lugar era anti-semita (embora não tenha a certeza de que o livro em que aparece a citação tenha sido escrito antes ou depois de esse autor ter ficado anti-semita) -- mas acaba por dizer que, quer Rothschild tenha dito isso ou não, é evidente que quem controlar o fabrico de moeda controla a política, tem o poder.
Depois mostra-nos a tradução francesa do livro de um americano que pertenceu aos serviços secretos, " As Confissões de um Assassino Financeiro", onde o autor conta como lhe competia ir convencer os governantes de países do terceiro mundo a fazer obras caras, dizendo que eram investimentos, que se não preocupassem com o endividamento, que eles lá estariam para ajudar, se necessário. O objectivo era endividar esses países para, depois, lhes poder comprar os recursos naturais --tudo o que tivesse valor. Quando os governantes não cediam ao "charme" da persuasão a segunda etape consistia em comprá-los, em corrompê-los -- diz-se que todo o homem tem o seu preço! Quando, mesmo assim, resistiam, a terceira etape era o assassinato (terá morrido assim Chissano ou Sá Carneiro) e, por fim, quando não eram assassináveis, por serem militares e estarem de sobreaviso, como Sadam Husseim, que escapou a várias tentativas de assassinato, a terceira etape era a guerra. (De facto, imagino eu, o Iraque deve estar, agora, endividadíssimo, com toda a reconstrução que tem feito e fará -- e, dessa forma, o petróleo, que Sadam queria vender em euros, será para pagar juros de dívida!)
A seguir fala-nos de
2. (tentarei, com o tempo, ir resumindo aqui as ideias deste estudioso da realidade)
sábado, 15 de setembro de 2012
P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
António Aleixo
e atingir profundidade
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
António Aleixo
Uma das armas mais poderosas dos adversários da mudança estrutural que se vai dar, no mundo, nos próximos anos, é a desinformação.
Vem isto a propósito do último "post". É verdade que o Estado tem gastos insensatos em muitíssimas coisas e que deveria não ter déficit orçamental no fim do ano, deveria não precisar de pedir ainda mais dinheiro emprestado. Mas esta verdade, apresentada pela chamada Troika e lançada, agora, como se tendo tido origem popular, à maneira do que se passou no Egipto, no Facebook, serve para distrair a consciência que vai, apesar de tudo, alastrando, no mundo, de que a pobreza crescente tem origem nos grandes bancos mundiais e, em última análise, no sistema monetário e financeiro ele mesmo, cuja utilidade pública chegou ao fim.
Lembremos apenas que o Banco Central Europeu empresta dinheiro aos bancos privados à taxa de 0,75% (e "empresta" porquê, já que o "produziu" do nada?) e que só aos bancos privados é permitido emprestar aos Estados, à taxa que quiserem, normalmente a 5% mas sabe-se lá onde vai parar!
Como esse "negócio" era, para os bancos, absurdamente "lucrativo" (roubo legal), eles fizeram tudo para que os Estados se endividassem. Lembremo-nos de quando Guterres saíu, dizendo que estava num "pântano": ele percebeu que não lhe seria possível lutar contra o sistema, todos os seus colaboradores o tinham abraçado.
Quando bem endividados, os Estados foram sujeitos, pelos "mercados", a taxas de juro crescentemente absurdas para precisarem de "ajuda" bancária; e o objectivo de quem veio "ajudar" é comprar tudo o que venha a dar lucro e ainda esteja na mão dos Estados: a água, a energia, etc.
O assunto é internacional, é o sistema ele mesmo que está agonizante.
Luta com a morte, tenta voltar à sua saúde, e vale tudo, como seria de esperar.
É verdade que da competição saudável entre empresas possam vir melhores produtos a preços mais baixos mas não é verdade que convenha aos povos a possibilidade de as grandes empresas produzirem em países longínquos e assim darem cabo das pequenas. É uma verdade usada para "segurar" e "aprofundar" uma grande mentira. As grandes, mesmo grandes, empresas chegam a contratar assassinos quando não conseguem, por dinheiro, vergar os governantes de um país a fazer as leis que lhes convêm.
Hoje há manifestações, às 17:00, em muitas cidades. Pacíficas, claro, quem está armado é a polícia.
Já houve, entre nós, provocadores infiltrados entre os manifestantes, para justificar a violência -- passa-se em todo o mundo, não é só na Síria!
Não percamos a noção de que o assunto é internacional, é o sistema ele mesmo que está em causa! E tem, ao seu serviço, dos melhores cérebros do mundo, para nos desinformar.
E aqui fica um exemplo de desinformação, o Open Trans-Pacific Partnership, apresentado como bom para os povos e que é, neste artigo, denunciado como sendo mesmo perigoso: assinemos isto!
E aqui fica um exemplo de desinformação, o Open Trans-Pacific Partnership, apresentado como bom para os povos e que é, neste artigo, denunciado como sendo mesmo perigoso: assinemos isto!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
À Avenida da Liberdade!
Sexta, 14 de Set. Quero deixar aqui uma crítica pertinente que recebi, hoje, a este "post":
"Não posso reencaminhar este email porque penso que a lista está incompleta, e a meu ver propositadamente.
Este e-mail, que circula, e cuja origem é anónima, tem aquilo a que os americanos chamam "grassroots", tem origem expontânea e tem condições para medrar. É claro que não basta "demitir toda a classe política", é preciso criar as instituições da democracia directa, real. Mas -- havemos de ir a Lisboa!:
"FALTA A DATA PARA ESTA MANIFESTAÇÃO PATRIÓTICA
1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política
Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulice, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos!
Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.
Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.
Nenhum governante fala em:
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores,
suportes burocráticos respetivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;
2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;
3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;
4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respetivo.
5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e não são verificados como podem ser auditados?
6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;
7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ?nas Juntas de Freguesia.
8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades;
9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;
10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes. Não esquecer o gasto diário, com a segurança dos membros do governo e seus familiares.
11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;
12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.;
13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respetivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....
14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (diretores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA....;
15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás (o)ligarquias locais do partido no poder...
16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;
17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;
19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.
21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;
24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;
25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam;
26. Controlar a atividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";
27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;
28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
30. Pôr os Bancos a pagar impostos.
Ao "povo", pede-se reencaminhamento deste e-mail e abram esses olhos que têm andado a dormir!!"
"Não posso reencaminhar este email porque penso que a lista está incompleta, e a meu ver propositadamente.
É certo q devemos por ordem nos bens públicos com a máxima urgência, mas a saída da crise não passa apenas por aí, é preciso q se apliquem também aos rendimentos do capital os impostos e taxas q foram exigidos aos rendimentos do trabalho e para isso não basta falar nos lucros dos bancos.
Não acredito que quem fez esta lista tão exaustiva não tenha conhecimentos suficientes para falar dos rendimentos de capital e da falta de equidade com que são positivamente discriminados.
Nestas alturas em que os ânimos começam a estar alterados é q os mais espertos se safam..."Este e-mail, que circula, e cuja origem é anónima, tem aquilo a que os americanos chamam "grassroots", tem origem expontânea e tem condições para medrar. É claro que não basta "demitir toda a classe política", é preciso criar as instituições da democracia directa, real. Mas -- havemos de ir a Lisboa!:
"FALTA A DATA PARA ESTA MANIFESTAÇÃO PATRIÓTICA
1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política
Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulice, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos!
Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.
Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.
Nenhum governante fala em:
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores,
suportes burocráticos respetivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;
2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;
3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;
4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respetivo.
5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e não são verificados como podem ser auditados?
6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;
7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ?nas Juntas de Freguesia.
8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades;
9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;
10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes. Não esquecer o gasto diário, com a segurança dos membros do governo e seus familiares.
11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;
12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.;
13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respetivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....
14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (diretores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA....;
15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás (o)ligarquias locais do partido no poder...
16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;
17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;
19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.
21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;
24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;
25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam;
26. Controlar a atividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";
27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;
28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
30. Pôr os Bancos a pagar impostos.
Ao "povo", pede-se reencaminhamento deste e-mail e abram esses olhos que têm andado a dormir!!"
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
"Brincamos, não?"
Margot Fonteyn dizia que "a única coisa importante que tinha aprendido com os anos era a diferença entre o levar o seu trabalho a sério e o levar-se a si mesmo a sério. O primeiro é crucial e o segundo é um desastre."
Como o leitor já pode ter notado, eu gostaria de viver em democracia. Nesse sistema, que os que tomam a norma pela verdade nos repetem ser impossível, o estatuto das pessoas está garantido só por serem pessoas: não precisam de se levar a sério e podem manter o que a infância tem de bom. É claro que, nesse sistema, como noutro qualquer, as mais felizes são as que levam tão a sério o seu trabalho que nunca fariam algo de que não gostassem muito -- tirando alguns momentos de aflição financeira:-)
Ora, salta à vista que, em oligarquia, os momentos de aflição financeira não são momentos, chegam a ser vidas. Daí que a felicidade interna bruta (FIB) das sociedades em que vivemos seja aflitiva.
As pessoas que se levam a sério estão tão ocupadas com o seu personagem que não têm vagar para apreciar as outras. E ficam incomodadas ao ver personagens que mudam, personagens que se tomam pelo que são e que brincam de mudar porque têm pessoas por detrás.
Esse "desastre" (de se levarem a sério) há de ser menos frequente em democracia. Pois como há de um "político", um encarregado de executar uma decisão da Assembleia, que tenha sido escolhido à sorte, falar paternalisticamente connosco sem estar a brincar?
Mas, enquanto não criarmos a democracia real, directa, em que votamos ideias, leis, mas nunca pessoas, estamos a colocar aqueles que encarregamos de nos representar, os políticos, numa situação em que é demasiado difícil não se levarem a sério -- um "desastre"!
E, ocupados tão seriamente com a sua personagem, com a sua imagem, como teriam ainda vagar para levar a sério o seu trabalho, o de realizar as nossas democráticas aspirações? "Brincamos, não?"
Como o leitor já pode ter notado, eu gostaria de viver em democracia. Nesse sistema, que os que tomam a norma pela verdade nos repetem ser impossível, o estatuto das pessoas está garantido só por serem pessoas: não precisam de se levar a sério e podem manter o que a infância tem de bom. É claro que, nesse sistema, como noutro qualquer, as mais felizes são as que levam tão a sério o seu trabalho que nunca fariam algo de que não gostassem muito -- tirando alguns momentos de aflição financeira:-)
Ora, salta à vista que, em oligarquia, os momentos de aflição financeira não são momentos, chegam a ser vidas. Daí que a felicidade interna bruta (FIB) das sociedades em que vivemos seja aflitiva.
As pessoas que se levam a sério estão tão ocupadas com o seu personagem que não têm vagar para apreciar as outras. E ficam incomodadas ao ver personagens que mudam, personagens que se tomam pelo que são e que brincam de mudar porque têm pessoas por detrás.
Esse "desastre" (de se levarem a sério) há de ser menos frequente em democracia. Pois como há de um "político", um encarregado de executar uma decisão da Assembleia, que tenha sido escolhido à sorte, falar paternalisticamente connosco sem estar a brincar?
Mas, enquanto não criarmos a democracia real, directa, em que votamos ideias, leis, mas nunca pessoas, estamos a colocar aqueles que encarregamos de nos representar, os políticos, numa situação em que é demasiado difícil não se levarem a sério -- um "desastre"!
E, ocupados tão seriamente com a sua personagem, com a sua imagem, como teriam ainda vagar para levar a sério o seu trabalho, o de realizar as nossas democráticas aspirações? "Brincamos, não?"
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Da necessidade de mudar as instituições
Esta conferência de Étienne Chouard, que foi em Marselha, em 2011, tem passado muitas vezes ali ao lado, no vídeo REVOLUÇÂO GLOBAL. Mostra-nos como, no princípio desta era da Revolução Industrial, que ora finda, os intelectuais fundadores, os que conceberam este sistema de "governo representativo" não queriam a democracia; nem usavam esse termo, eram honestos, elitistas, queriam a "igualdade perante a lei", não o governo pelo povo, o qual consideravam incapaz. Terá sido Toqueville, com o seu livro "A Democracia americana", quem introduziu o termo na Europa; mas também disse: não temo o sufrágio universal, as pessoas votarão como lhes dissermos!
Étienne Chouard fala-nos da democracia ateniense e do método de "tiragem à sorte"; é que, se as pessoas escolhidas para executar as decisões da assembleia forem "profissionais", se não forem escolhidas à sorte, tarde ou cedo serão corruptos. E isso não é responsabilidade deles mas do sistema, o poder corrompe, mesmo os mais honestos, é quase uma "lei da física"!
É uma conferência que merece ser ouvida muitas vezes! Logo que a encontre legendada em português, actualizo o vídeo. Sei que o francês é coisa de "soixante-huitard" e a geração que terá que nos livrar desta oligarquia anda na casa dos 20!
Esta é uma posição optimista, a que aqui fica, baseada na instituição do sorteio das pessoas encarregadas de executar as leis, em vez de as eleger: durante 200 anos os opositores da democracia ateniense, como Platão, identificaram a tiragem à sorte como a razão porque a democracia se mantinha.
"L'Internet donne au peuple la liberté d´écrire. Çá, c'est majeur!" ou seja, "O Internet dá ao povo a liberdade de escrever e isso é muito grande!" Veja este vídeo, também, este homem ajuda-nos a pôr em causa os lugares comuns. Ou este, sobre a dívida pública, imprescindível!
Étienne Chouard fala-nos da democracia ateniense e do método de "tiragem à sorte"; é que, se as pessoas escolhidas para executar as decisões da assembleia forem "profissionais", se não forem escolhidas à sorte, tarde ou cedo serão corruptos. E isso não é responsabilidade deles mas do sistema, o poder corrompe, mesmo os mais honestos, é quase uma "lei da física"!
É uma conferência que merece ser ouvida muitas vezes! Logo que a encontre legendada em português, actualizo o vídeo. Sei que o francês é coisa de "soixante-huitard" e a geração que terá que nos livrar desta oligarquia anda na casa dos 20!
Esta é uma posição optimista, a que aqui fica, baseada na instituição do sorteio das pessoas encarregadas de executar as leis, em vez de as eleger: durante 200 anos os opositores da democracia ateniense, como Platão, identificaram a tiragem à sorte como a razão porque a democracia se mantinha.
"L'Internet donne au peuple la liberté d´écrire. Çá, c'est majeur!" ou seja, "O Internet dá ao povo a liberdade de escrever e isso é muito grande!" Veja este vídeo, também, este homem ajuda-nos a pôr em causa os lugares comuns. Ou este, sobre a dívida pública, imprescindível!
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
O plano nacional de barragens não convém aos cidadãos
A ausência de democracia, a vigência de uma oligarquia real, pede-nos intervenções cívicas, pede-nos que nos informemos.
Ora os media pertencem a grandes interesses que estão em contradição com os nossos e com os de Portugal, do seu território, da sua sustentabilidade.
O sacrifício do vale do Tua e das suas gentes aos lucros do lobby da energia e do betão é também o sacrifício de todos os consumidores de electricidade, que se prevê venha a ser a mais cara da Europa.
As pessoas estão a acordar, filmes como este, já de 2011, são um sintoma da saúde dos democratas. Não temos recursos para não viver em democracia, temos que a recuperar -- com urgência!
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