Deixo aqui, com a devida vénia, um excerto do texto “O Pescador do Peixe Palavra”, do escritor de literatura de cordel, o nordestino brasileiro Franklin Maxado, a proposito de Jose Rito, poeta e pescador da Murtosa, Ria de Aveiro
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| Murtosa. "Esses artistas dos pincéis das barcas moliceiras pareceram-me com os pintores de barcos saveiros do Recôncavo da Bahia" |
Nobre navegador/ que tanta terra amaste/ e tanta conquistaste./ Descobre-te agora a ti!/ Escreve novas rotas./ Conquista o teu destino/ e muda a tua sorte.
Por mim, descendente de lusitanos, pranteio sem lutos se ter tantos oceanos entre Portugal e Brasil, pois podíamos ser uma só Nação. Não choremos por isso porque poderíamos aumentar as ondas das águas salgadas que nos separam. E, sabemos transpô-las há séculos. E, num tempo de conquistas tecnológicas, vamos é desenvolver cordas, cascos, quilhas, asas, imãs, inventos e mecanismos quaisquer para virar a maré em marolas e nos unir num acordado imenso Portugal lusófono, pleno de projetos comuns e de ideais. Como nas idéias do religioso e mestiço Antonio Vieira.
E, amantes, que não nos deixemos tornar esgoto, lamaçal, pântano, alagadiço, charco, lodaçal, brejo ou qualquer outra imundícia duma Europa mais poderosa. Tenho dito. Aliás, digo, Rito.“
*Franklin Maxado é poeta e jornalista e recentemente esteve declamando seus folhetos pelo Aveiro e Portugal. Escreveu este comentário em Feira de Santana, em 2.014, numa das “noites vazias de agosto” do seu Hino, quando em Portugal o sol “tisna os trigais”.


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